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ESTILOS E TÉCNICAS DAS JOIAS DE PIRENÓPOLIS

Pirenópolis criou identidade própria na fabricação de joias artesanais em prata.



A produção de joias em prata em Pirenópolis começou nos final anos 1970, com a chegada de jovens de todo o país que fundaram a comunidade hippie Terra Nostra. Esses jovens aprenderam o ofício em viagens a países de grande tradição na extração e fabricação de joias em prata, e o ensinaram a moradores da cidade.

O que é feito a mão e tem história é cada vez mais valorizado por consumidores conscientes em um mundo cada vez mais tecnológico.

Pirenópolis se tornou uma das referências quando se fala na fabricação de joias artesanais.


COMO NOSSAS JOIAS SÃO FEITAS


Nossas joias são feitas pelas mãos criativas de nossos joalheiros seguindo processo rigoroso de qualidade e estética aprendido com os primeiros mestres que aqui chegaram . São produzidas livremente pelos artesãos que utilizam sua criatividade e sensibilidade artística para criarem belas joias. Muitas delas apresentam aspectos regionais, ícones da cultura, fauna e flora. No entanto, a maioria é criada através da experiência e de impressões individuais de cada artesão. Cada joia é desenhada e executada no atelier do artesão de acordo com a técnica e estilo preferido por ele. São produzidas artesanalmente, sendo que o artesão/ourives realiza todas as etapas da produção, que se inicia com o preparo do metal até o acabamento. Além da prata reciclada de 925 e 950 de pureza, utilizada na maioria das joias, empregam-se ainda gemas naturais, como: esmeralda, ametista, topázio, água marinha, diamante, pérolas, ônix, turmalina, dentre outras. Também são produzidas joias em prata utilizando materiais orgânicos na sua composição, como pérola, coral, madrepérola, abalone, marfim, âmbar, coco, sementes, cerâmica, osso, couro e outros. As joias aquí produzidas, são reconhecidas pela sua beleza, durabilidade e requinte no acabamento que pode ser polido, fosco, escovado, rústico ou oxidado.


O processo de produção da joia inicia-se com a preparação da prata. Nesta etapa a prata é fundida com ou sem a mistura de outros metais, dependendo da peça a ser produzida porém, nunca abaixo de 925 para continuar sendo considerada joia.

Estando a prata liquefeita, é depositada em um lingote, e em poucos minutos volta ao estado sólido para a próxima etapa; ser submetida ao laminador e/ou fiadeira para ser trabalhada. Após a laminação e/ou fiação na espessura adequada, o artesão passa a desenvolver a joia com o auxílio de várias ferramentas tais como: alicates, tesoura, serrinha, buril (cravação), pinças, tribulê, micrometro, morsa, lima dentre outros na mesa/bancada.



ESTILOS E TECNICAS


O chamado estilo Pirenópolis de joias resulta da livre aplicação de técnicas de soldagem e estilos de produção de joias de outras culturas joalheiras, conhecidas pelos mestres artesãos que aquí se estabeleceram, e da habilidade individual de cada artesão que acabou fundindo estilos e criando uma identidade própria para as nossas joias. Estilos como: Rococó, Indiano, Troquel, Liso, Rústico, Filigrana, Fio quadrado, Meia cana, Cravação, Prata calada, Amarração, aprendidos lá fora, foram reelaborados e adaptados ao gosto brasileiro formando o que se considera hoje o estilo típico das joias em prata de Pirenópolis.


INDIANO

O estilo indiano de joias prima pelas formas exuberantes e ricamente adornadas em arabescos com fios torcidos e amassados de prata ou ouro e gema preciosa.






LISO

Em ourivesaria significa dar destaque ao desenho moderno de joias privilegiando o metal polido e a gema preciosa sem mais adornos.




RÚSTICO

Estilo que privilegia a beleza da pedra natural bruta, sem lapidação, utilizando o metal para dar formas variadas e detalhes que darão graça à joia.




FILIGRANA

Uma das técnicas mais antigas da joalheria do mundo. Consiste em trançar e curvar fios de ouro ou prata de espessura finíssima para preencher as armações produzidas com o desenho desejado pelo ourives.




FIO QUADRADO

Estilo que privilegia o metal laminado em forma de fios ou hastes quadradas e polidas que darão forma à joia. Pode ser utilizando também para dar destaque a gema natural que se utilizará na joia.






TROQUEL ou MATRIZ

Estilo de joia que se utiliza de molde de metal ou de outros materias para estampar uma chapa de prata com o desenho que se quer dar a uma parte ou ao todo da joia.







CRAVAÇÃO

Técnica de joalheria que fixa a gema na estrutura do metal. Está relacionada ao tipo de lapidação da gema e o design da peça.






AMARRAÇÃO

Técnica que utiliza fios de metal para dar forma e/ou prender a gema na decoração da joia






PRATA CALADA

Técnica de aplicar desenho em uma chapa de prata e recortá-lo com serrinha de joalheiro. Trabalho que exige atenção e precisão nos gestos do artesão joalheiro





ROCOCÓ

Estilo artístico surgido na França no século XVIII

Elementos que caracterizam o rococó na ourivesaria: linhas curvas, delicadas, fluidas que transmitem elegância e leveza. Utiliza-se na confecção das joias delicados fios de prata em forma de mola amassadas, fios torcidos e meia bola em prata como adornos da joia.





JOIAS COM MATERIAIS DIVERSOS

Prata e Cerâmica, e outros materiais naturais como coco, pedras, ossos e sementes





MEIA CANA ( ao abaulado, ou arredondado)

Alianças ou anel com formato arredondado na parte externa e plano na parte interna podendo ter uma gema como adorno.







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